David Morethson Campista

David Moretzsohn Campista
David Morethson Campista
Ministro da Fazenda do  Brasil
Período 1906
a 1909
Dados pessoais
Nascimento 22 de janeiro de 1863
Rio de Janeiro
Morte 12 de outubro de 1911 (48 anos)
Copenhague,  Dinamarca
Nacionalidade brasileiro

David Moretzsohn Campista (Rio de Janeiro, 22 de janeiro de 1863 — Copenhague, 12 de outubro de 1911) foi um advogado, economista, político e diplomata brasileiro. Filho de Antônio Leopoldo da Silva e Emília Moretzsohn Campista foi casado com Jovina Campista,[1] filha de João Araújo Maia, um rico fazendeiro de café.

Carreira

Formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1883. Fixou residência em Rio Preto, província de Minas Gerais, onde advogou, foi agente executivo municipal, exerceu a promotoria pública e organizou o Clube Republicano de Rio Preto. Em 1891, foi nomeado intendente de rio preto, onde instalou a primeira tipografia e lançou o primeiro jornal, o Rio Preto.

Foi sucessivamente deputado à Assembleia Constituinte mineira, secretário de Agricultura e Obras Públicas no governo Afonso Pena em Minas Gerais, superintendente do serviço de imigração no governo de Crispim Jacques Bias Fortes; secretário de finanças no governo de Silviano Brandão, chegando a deputado federal, sendo um defensor das políticas cafeeiras. Foi também professor na Faculdade de Direito de Minas Gerais.

Foi deputado estadual durante o período de 1891 a 1892. Assumiu a Secretaria da Agricultura, comércio e obras públicas no governo Afonso Pena, durante o período de 1892 a 1894. Como secretário, incentivou o ensino profissional, criou os institutos zootécnicos de Uberaba e campanha e os institutos agronômicos de Itabira e de Leopoldina. Organizou também a comissão construtora da nova capital e introduziu no estado 50 mil imigrantes estrangeiros.

Entre 1894 e 1898, dirigiu o serviço de imigração na Europa como comissário do governo mineiro em Gênova, Itália. Posteriormente, foi secretário das finanças do presidente Silviano Brandão (1899-1902).

Durante o período de 1903 a 1906, exerceu o cargo de deputado federal, quando foi o relator do projeto de reforma do banco da república, depois Banco do Brasil. Renunciou ao mandato para dirigir o ministério da fazenda em 1906.

Em 1910, foi nomeado enviado extraordinário e ministro plenipotenciário da Noruega e Dinamarca. Transferido para a legação de Paris, não chegou a assumir o cargo, pois faleceu em Copenhague. Além da atividade política, David Moretzsohn dedicou-se à pintura e à música.

É retratado nas cédulas brasileiras de 1 mil-réis nas 11ª, 12ª e 13ª estampas emitidas pelo Tesouro Nacional que foram emitidas no início da década de 1920.

Referências

Bibliografia

  • «Biografia de David Moretzsohn Campista na página do Ministério da Fazenda» 
  • Biografia no acervo do Arquivo Público Mineiro


Precedido por
José Leopoldo de Bulhões Jardim
Ministro da Fazenda do Brasil
1906 — 1909
Sucedido por
José Leopoldo de Bulhões Jardim


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  • e
Colônia e
Reino Unido
Regência
(príncipe D. Pedro)
Primeiro reinado
(D. Pedro I)
Período regencial
Segundo reinado
(D. Pedro II)
República Velha
(1.ª República)
Era Vargas
(2.ª e 3.ª Repúblicas)
Período Populista
(4.ª República)
Ditadura militar
(5.ª República)
Nova República
(6.ª República)
Indica secretário com atribuições equivalentes ao ministro da Fazenda (órgão extinto durante o governo Bolsonaro)
  • v
  • d
  • e
Vice-presidente
Afonso Pena, 6º Presidente do Brasil
Ministérios
Fazenda
  • David Morethson Campista (1906–1909)
Guerra
Justiça e Negócios Interiores
Marinha
Relações Exteriores
Viação e Obras Públicas
  • Miguel Calmon du Pin e Almeida (1906–1909)
Órgãos
(ligados à
Presidência da
República)
Consultoria Geral
da República
Secretaria da Presidência
da República
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